As vacinas já são uma realidade também no Brasil

Artigo publicado por Luiz Alberto de Araújo – Superintendente do Hospital Maria Lucinda no Jornal do Commercio deste sábado (6) .

 

Há cerca de um ano, o mundo não imaginava que uma pandemia em pleno século XXI deixasse um rastro de destruição incalculável, com inúmeras perdas de vidas preciosas, aliada a um colapso financeiro só comparável a calamidades e guerras descritas nos livros de história. Esta geração, sobretudo do primeiro mundo, em pleno apogeu tecnológico, não acreditava que uma virose pudesse causar tantos estragos.

De repente, tudo praticamente mudou: a humanidade foi obrigada a uma verdadeira mudança nos costumes, em que presenciou a medicina e a ciência impotentes no enfrentamento da Covid 19, restando apenas o isolamento social, o uso de máscaras desconfortáveis e a higienização das mãos com álcool em gel como as únicas alternativas de impedimento de uma catástrofe ainda maior.

Por outro lado, esse cenário dantesco provocou na comunidade científica uma busca frenética por uma vacina, utilizando-se dos avanços biotecnológicos e de investimentos bilionários dos Estados Unidos e da comunidade europeia no desenvolvimento e pré-compra dessas vacinas, resultando em uma antecipação na finalização de testes em meses, o que normalmente levaria anos para ser concretizado. Neste aspecto, os avanços tecnológicos e científicos fizeram a grande diferença no desenvolvimento dessas vacinas em tempo recorde.

E aqui estamos com cerca de mais ou menos seis tipos de vacinas, originadas da China, Inglaterra, Índia, cada uma com características diferentes, porém com eficácias comprovadas por etapas experimentais, obedecendo a controles de qualidade e eficiência internacionais. A imprensa, por sua vez, ocupou de forma relevante e correta quase todo seu espaço para informar, ininterruptamente, os acontecimentos globais e locais, contribuindo para disseminar informações adequadas à população.

Afinal as vacinas estão chegando e os países iniciaram suas vacinações. Aqui no Brasil, infelizmente com atraso e em escala muito menor, também começamos a vacinar. Porém, o mais importante é que foi dado o pontapé inicial e cabe agora correr atrás do prejuízo através de um movimento de união nacional em busca dessas vacinas. O Brasil tem um dos melhores e mais organizados programas de vacinação do mundo e tem capacidade tecnológica para produção dessas vacinas, assim vamos apoiar a ciência e virar esta página triste da história contemporânea.

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