Hepatologista do Rarus fala sobre a ampliação de seis para 50 doenças detectadas pelo teste do pezinho

O teste do pezinho, exame de extrema importância realizado nos recém-nascidos e disponibilizado gratuitamente pelo SUS, passou por mudanças recentemente quando foi sancionado o Projeto de Lei (PL) 5.043/2020, que aumenta de seis para 50 a lista de doenças rastreadas pelo procedimento, que é feito a partir da coleta de gotas de sangue dos pés dos bebês.

Segundo Marcelo Soares Kerstenetzky, hepatologista pediátrico e coordenador do Centro de Referência em Doenças Raras de Pernambuco – Rarus, administrado pelo Hospital Maria Lucinda, a ampliação do teste do pezinho passará a alcançar 14 grupos de doenças e deverá entrar em vigor a partir de junho de 2022, de forma escalonada e regulamentada pelo Ministério da Saúde. “Esse teste é de extrema importância porque detecta algumas  doenças  comuns e raras antes mesmo de os sintomas aparecerem, como hipotireoidismo congênito, fibrose cística (também conhecida como mucoviscidose), fenilcetonúria, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Já o teste realizado na rede privada consegue identificar até 53 doenças”, destacou o especialista.

Conforme o hepatologista, estima-se que 13 milhões de pessoas no nosso país tenham alguma doença rara. Desse quantitativo, 75% são crianças. Muitos desses pacientes morrem antes dos cinco anos de idade por terem sido diagnosticados tardiamente. Esse tema chamou a atenção da mídia, o especialista concedeu entrevista à TV Clube sobre o tema Confira e entrevista completa no link (https://www.instagram.com/tv/CQGfyrctyPO/?utm_medium=copy_link).  “Acreditamos que, com a versão ampliada do teste, será possível detectar mais doenças raras e mudar esse cenário. Por isso, as mães precisam ter a consciência de que esse teste pode mudar não apenas a história de vida da criança, mas da família como um todo, porque uma doença grave envolve muitas situações; é fundamental reforçarmos, cada vez mais, a importância da realização do exame”, finaliza Marcelo Soares Kerstenetzky.

 

 

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