Incontinência urinária nos adultos: tipos, causas e tratamento

O urologista Fábio Villar

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem de incontinência urinária. A doença que se caracteriza pelo não controle da retenção da urina, é mais comum nas mulheres. Dados do estudo epidemiológico EPINCOT, aponta que 25% das mulheres, no mundo, entre 20 e 80 anos têm incontinência urinária. A prevalência aumenta com a idade, chegando a atingir 40% das mulheres aos 80 anos.   Há diversos tipos, confira os mais comuns:

Incontinência urinária de esforço ocorre quando não se tem força muscular pélvica suficiente para reter a urina. Nesse caso, ao espirrar, tossir, rir, levantar algo, subir escadas, fazer atividades físicas, mudar de posição ou fazer qualquer esforço que pressione a bexiga, a unira escapa.

Incontinência urinária de urgência é o vazamento de urina não controlado, ou seja, o paciente não consegue chegar ao banheiro a tempo independentemente da quantidade de urina na bexiga;

Incontinência urinária por transbordamento ocorre quando a bexiga fica tão cheia que chega a transbordar. Pode ser causada pelo enfraquecimento do músculo da bexiga, estreitamento da uretra, pela obstrução à saída de urina ou em casos de cirurgia da próstata;

Incontinência urinária funcional é o vazamento da urina relacionado a um problema de comprometimento mental ou físico. Por exemplo pessoas com Alzheimer, perdem a capacidade de reconhecer a hora de urinar ou então, esquecem onde fica o banheiro;

Incontinência mista corresponde à combinação de dois ou mais tipos de incontinência citados acima.

De acordo com o urologista do hospital Maria Lucinda Fábio Villar, a incontinência nos adultos pode surgir por diversos fatores, entre eles, infecções urinárias ou vaginais, efeitos colaterais de medicamentos, constipação intestinal, fraqueza de alguns músculos, obstrução da uretra pelo aumento da próstata, doenças que afetam os nervos ou músculos, alguns tipos de cirurgia ginecológica, entre outras. “O tratamento modifica de acordo com o tipo.  Às vezes é necessário fazer cirurgias, no entanto, há casos em que os exercícios especiais direcionados ao fortalecimento da musculatura da região pélvica e medicamentos também resolvem o problema”, concluiu o urologista.

 

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