Infectologista do Maria Lucinda alerta para o intervalo correto entre as vacinas contra a gripe e a Covid-19

A vacinação contra a Covid-19 teve início em Pernambuco no dia 18 de janeiro. Desde então, cada município vem seguindo um calendário próprio de imunização, de acordo com a faixa etária da sua população e os grupos de riscos. No entanto, uma nova campanha entrou em vigor no estado no último dia 12 de abril, a da vacina da gripe, que protege contra três tipos de vírus: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2), mas não contra o coronavírus. No caso dos idosos, essa vacina começará no dia 11 de maio.

Diante da necessidade de parte da população tomar os dois imunizantes, podem surgir dúvidas quanto ao cronograma correto de vacinação, para que uma dose não prejudique a eficácia da outra, sobretudo porque ainda existem dois tipos diferentes da vacina da Covid (Coronavac e AstraZeneca). Para tirar essas dúvidas, o médico Luciano Arraes, infectologista do Maria Lucinda, explica como as pessoas devem proceder.

“O recomendado é que se priorize a vacina do coronavírus em detrimento da gripe, pois ainda temos um grande número de casos de Covid-19. Mesmo que o paciente esteja na época oficial da vacina da gripe, que seja priorizada a primeira ou segunda dose da Coronavac”, recomenda o infectologista, tomando como base as preconizações do Ministério da Saúde.

O médico ainda esclarece que é necessário esperar, no mínimo, duas semanas após ter recebido o imunizante da Covid para tomar a vacina da gripe. “Pessoas com maior chance de complicação com gripe, como obesos, diabéticos, pacientes cardiopatas ou doenças pulmonares crônicas, que quando pegam gripe ficam mais debilitadas e com risco maior de óbito, devem tomar a vacina da gripe 14 dias após a proteção contra a Covid. Pacientes que estejam fora desse grupo de risco podem aguardar quatro semanas para serem imunizados contra a influenza”, explicou.

Em relação à vacina AstraZeneca, que possui um prazo de três meses entre uma dose e outra, Luciano Arraes diz que o paciente pode tomar a vacina da gripe nesse período intermediário. “O usuário pode tomar a primeira dose da Astrazeneca e, quatro semanas depois, pode fazer a vacina da gripe, para depois tomar a segunda dose. Se a pessoa estiver próxima da aplicação da segunda dose, a prioridade é a da Covid e aguardar para receber a vacina da influenza quatro semanas depois”, garante o infectologista Luciano Arraes.

O especialista ainda reforça que pessoas com qualquer sintoma gripal ou de resfriado, como febre, tosse ou dor de cabeça, não devem ser vacinadas. “Isso pode se confundir com possíveis reações adversas das vacinas, especialmente a da Coronavac, criando uma falsa impressão de que esses efeitos são oriundos do imunizante. Esses pacientes devem ser avaliados por um médico e fazer o exame de Covid para evitar uma maior disseminação da doença no município e no estado”, finalizou o infectologista do Hospital Maria Lucinda.

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