Serviço Social do Maria Lucinda promove o IV Workshop da Pessoa Idosa

Abordando a temática Violência contra a pessoa idosa: um novo olhar para um velho tema, o Serviço Social do Hospital Maria Lucinda promoveu, no dia 31 de outubro, no Centro de Estudos da unidade hospitalar, o IV Workshop da Pessoa Idosa.

O evento que já se tornou tradição, mais uma vez, foi bastante prestigiado.  Além de profissionais de saúde, o encontro também reuniu estudantes, amigos do Hospital e pessoas de diversas faixas etárias interessadas pela temática. Como acontece desde a primeira edição, todos os participantes doaram um pacote de fralda para ter acesso ao evento.

Durante a abertura do Workshop, a coordenadora do Serviço Social, Fátima Santana, agradeceu a presença de todos e destacou que o encontro, pela primeira vez, contava com a presenta de idosos. “Neste ano, resolvemos reunir não apenas pessoas que oferecem assistência aos idosos, mas também os próprios idosos para que eles pudessem saber um pouco mais sobre os seus direitos e ficamos muito felizes pela aceitação. Sejam todos muito bem-vindos”, afirmou.

Antes do início das discussões, o pastoril Viver a Vida, composto por idosas moradoras da comunidade Campina do Barreto, realizou uma apresentação que arrancou aplausos de todos os presentes.  Com adereços coloridos e sorriso no rosto, as idosas dançaram e interagiram com os participantes.

A geriatra Flávia Bezerra de Menezes Goldmann abriu a programação falando sobre Fatores que contribuem para o risco de demência. Durante a explanação do tema, a médica apontou o que seria a demência, os tipos, as fases, causas, os fatores de risco e a importância do apoio da família. “A demência, é uma condição em que ocorre perda da função cerebral, levando a problemas cognitivos, de memória e raciocínio. Ela afeta a linguagem, o comportamento e pode alterar a própria personalidade do indivíduo, é por isso que muitos idosos ficam agressivos, pois não sabem, por exemplo, dizer que estão com dor em determinado local do corpo e acabam expressando esse incômodo com atitudes agressivas, por isso a família ou o cuidador precisa ficar atento a mudanças no comportamento desse idosos”, ressaltou a geriatra, destacando que a Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo existam 47.5 milhões de pessoas com demência, número que pode atingir os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135.5 milhões.

Segundo ela, a demência se divide em dois grupos: irreversíveis e reversíveis. “O primeiro tipo piora com o passar do tempo, é o caso da doença de Alzheimer. Já as demências reversíveis, como o próprio nome já diz, podem ter seus sintomas revertidos, é o caso da demência que surge pela deficiência de vitamina B12, por exemplo.

Ainda de acordo a geriatra, muitos fatores podem levar à demência, entre eles, a idade, histórico familiar de demências e síndrome de Down.

A programação também contou com as palestras Justiça: garantindo a prioridade absoluta da pessoa idade, ministrada pelo advogado Bruno de Menezes; Velhice como um problema social: Novas dificuldade encontradas pelo profissional de serviço social para garantir o direto da pessoa idosa na saúde, proferida pela assistente social do Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) Acolher de Moreno Maria de Fátima de Oliveira Falcão; Suicídio da Pessoa Idosa, apresentada pela psicóloga Eliane Ferreira, além de uma contação de história coordenada por Tania Cavalcanti. O evento foi encerrado com uma apresentação do Grupo de Idosas Constelar.

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