Setembro Amarelo: psicóloga do Maria Lucinda explica como ajudar pessoas com inclinação suicida

O Setembro Amarelo é uma campanha que tem como objetivo prevenir e reduzir o número de suicídios, conscientizando a população de como perceber e ajudar pessoas com depressão profunda que possam atentar contra a própria vida. Segundo o Ministério da Saúde, 12 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no Brasil e, segundo a OMS, 90% desses casos poderiam ter sido evitados.

A conexão virtual ganha cada vez mais espaço na humanidade, principalmente, durante este período de pandemia da COVID-19, em que houve diversas perdas da socialização real entre profissionais, familiares e amigos. Por esse isolamento, a campanha do Setembro Amarelo deste ano tem um apelo ainda maior para incentivar familiares e amigos a conversar, acompanhar e proteger esse grupo da população, ficando atentos a frases ou sinais de alerta que possam indicar uma inclinação suicida.

Segundo a psicóloga do Maria Lucinda Andrea Batista, as pessoas mais próximas têm um papel fundamental na construção de um vínculo de apoio emocional. “Com relação ao apoio a quem tem depressão ou inclinação ao suicídio, as pessoas devem oferecer o suporte com um carinho maior e estar atentas a possíveis mudanças de comportamento e sentimentos demonstrados. É importante destacar que, em todos os casos que envolvem a necessidade de acompanhamento, o diálogo é fundamental e a única saída possível”, explica a psicóloga.

Além do apoio emocional familiar, a psicóloga lembra que o atendimento por um profissional de saúde mental é essencial. “O acompanhamento profissional de psicólogos e psiquiatras a esse grupo é determinantemente indispensável. Nós, que trabalhamos com saúde mental, compreendemos além do que está posto, realizamos encaminhamentos necessários e garantimos que este indivíduo se sinta protegido e acolhido diante de suas inquietações e angústias presentes”, ressalta.

O Hospital Maria Lucinda participa da campanha do Setembro Amarelo todos os anos, orientando os pacientes acerca do Centro de Valorização da Vida e compartilhando os números de telefone de atendimento, como o 188 do CVV.

 

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