Violência contra criança e adolescente é discutida no III Seminário promovido pelo Serviço Social do Hospital Maria Lucinda

Pesquisa aponta que 50% dos estupros registrados no país são contra crianças de 0 a 13 anos no período de 2011 a 2016 

Com a presença de estudantes e profissionais de serviço social, educação, saúde e defensores dos direitos das crianças e dos adolescentes, o Hospital Maria Lucinda realizou, no dia 8 de junho, sob a coordenação do Serviço Social, o III Seminário da Violência contra criança e adolescente com o tema: O grito do silêncio: a violência sexual contra criança e adolescente, a ferida que não cicatriza.

Durante a abertura, a coordenadora do Serviço Social da instituição, Fátima Santana, destacou a importância do evento. “A cada edição o Seminário tem atraído mais interessados e isso tem nos deixado muito felizes, pois reforça que nossa dedicação tem sido válida.  A violência pode se manifestar de inúmeras formas e estar mais perto do que imaginamos. Por isso, precisamos observar o comportamento das nossas crianças e   agir o mais rápido possível, quando for necessário – Grito do silêncio”, ressaltou Fátima.

Entre os profissionais presentes o ex-coordenador-Geral dos Conselhos Tutelares de Olinda e atual conselheiro tutelar de Olinda I, Luiz Carlos Cândido, que ministrou a palestra “A Violência sexual contra criança e adolescente e a rede de proteção”.  Luiz Carlos apresentou números do mapa da violência de 2011 a 2016, que aponta dados alarmantes:  cerca de 50% dos estupros registrados no país são contra crianças de 0 a 13 anos. “Somos os agentes que promovem a proteção, não podemos nos calar. Ao ter conhecimento sobre os casos de violência é necessário acionar a Conselho Tutelar, Delegacia de Proteção a criança e o adolescente (DPCA), entre outros órgãos responsáveis. Não podemos ficar calados, diante dessa triste realidade”, afirmou.

Dentro da programação a apresentação de uma peça teatral e exposição de trabalhos, todos realizados por alunos da Escola Estadual São Judas Tadeu parceira da instituição de saúde,  apresentando   os três tipos de violência mais frequentes: física, moral e psicológica.  Uma pesquisa desenvolvida e aplicada na escola por professores e alunos também foi apresentada. Intitulada de: A Educação que Protege e Defende os Direitos da Criança e do Adolescente”.

No seminário ainda foram discutidos os temas  A convivência familiar e comunitária como direito fundamental à proteção integral da criança e do adolescente no Brasil, apresentado pelo psicólogo do Anderson Ferreira do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA); e Possibilidades e desafios para o enfrentamento da violência contra a criança e adolescente no Brasilpela assistente social do Programa do Direito da Criança e Adolescente do Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec), Michelle Rodrigues.

Foto: Secretaria Estadual de Educação

 

Foto: Secretaria Estadual de Educação

 

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